O cantor egípcio que domina o mundo árabe e quer ser maior do que Michael Jackson: 'Por que não?'
Conheça Mohamed Ramadan, popstar egípcio que quer conquistar o mundo Longe dos palcos principais do Rock in Rio, o Palco Global Village recebeu um fenômeno inte...
Conheça Mohamed Ramadan, popstar egípcio que quer conquistar o mundo
Longe dos palcos principais do Rock in Rio, o Palco Global Village recebeu um fenômeno internacional: o egípcio Mohamed Ramadan, de 38 anos, o maior popstar do Oriente Médio.
Se em casa ele é uma das maiores estrelas do mundo árabe, por aqui, ele reuniu algumas dezenas de pessoas ao se apresentar no dia 6 de setembro — enquanto o cantor Nelly cantava no palco Mundo para uma multidão.
Foi um contraste para um artista desse porte, mas Ramadan não pareceu se afetar. De óculos escuros e pose de marrento, o egípcio levou bailarinas, entoou sucessos e "seduziu" as mulheres da plateia, apontando para algumas e chamando-as de "habibi" ("meu bem"). Rolou até a participação de MC Nito para a parceria "Boom", uma mescla de funk, pop e música árabe.
"Confio na minha música, que é na mesma vibe do funk. Meus irmãos e meus amigos artistas brasileiros, eles amam minha música também. Então, o povo brasileiro vai amar minha música".
Tudo isso faz parte do plano do artista, que tem a ambição de alcançar feitos nunca antes vistos para um cantor árabe. O g1 conversou com o astro em seu camarim, horas antes da apresentação no Rock in Rio. Veja abaixo:
Maior que Michael Jackson?
Antes de se aventurar pela música, Ramadan ficou conhecido no Egito como ator. Estrelou filmes violentos, tornou-se o ator mais bem-pago do continente africano e foi exaltado por Omar Sharif, egípcio indicado ao Oscar, que disse que Mohamed carregaria o seu legado na atuação.
A partir daí, ele só expandiu sua marca no mundo do entretenimento e passou a investir em sua carreira musical no fim dos anos 2010. Suas músicas, entre pop árabe e hip-hop, quebraram recordes no Egito e no Oriente Médio. Sucessos como "Ya Habibi" e "Bum Bum" o colocaram no topo da indústria pop árabe.
Mohamed Ramadan, cantor egípcio que se apresentou no Rock in Rio
Divulgação
Isso poderia ser o suficiente para qualquer um, mas não para Ramadan. Em uma entrevista à revista "Esquire" do Oriente Médio, em 2021, o cantor disse que pretende alcançar um "nível de sucesso jamais antes visto". Cinco anos depois, ele segue sonhando alto.
Qual o tamanho dessa ambição — ele quer ser maior que Michael Jackson, por exemplo? "Por que não? Eu amo o Michael Jackson, claro. Grande escola para todo mundo. E aprendo com ele muitas coisas. Ele é leal ao trabalho dele. É leal ao público dele também. Mas eu sou o Mohamed Ramadan, sou da nova geração. Sou o primeiro artista árabe ou africano aqui no Rock in Rio. Então podemos fazer muitas coisas."
Mistura do Brasil com o Egito
Fã de futebol, Ramadan já posou com o craque Mohamed Salah e assinou uma canção para a Copa do Egito. E diz que acompanhou o Brasil na Copa, mas não se entusiasmou muito com a seleção. "Vai ser melhor na próxima", brincou. Perguntado sobre seus jogadores brasileiros preferidos, ele foi categórico ao escolher Romário.
Para o cantor, o futebol é só um dos pontos em comum na mistura do Brasil com o Egito: "Mesma vibe, mesma energia. Mas precisamos construir uma ponte entre nós".
Na passagem pelo Brasil, ele assistiu a um jogo do Flamengo ("a África ama o Flamengo", comentou o cantor) e até jogou bola com o produtor Papatinho.
E esse é só o começo: entre outras parcerias, o astro adianta que vem aí um projeto com Luísa Sonza. A ideia dele é que você ainda ouça muito o nome Mohamed Ramadan.
Mohamed Ramadan em show no Rock in Rio 2026
Reprodução/Instagram