Celso Fonseca e Tony Canto enlaçam canções de Tom Jobim e Domenico Modugno com bossa em álbum em duo

Celso Fonseca (à direita) com Tony Canto no estúdio em que gravaram o álbum ‘Jobim – Modugno’, agendado para 23 de janeiro Isabela Espíndola / Divulga...

Celso Fonseca e Tony Canto enlaçam  canções de Tom Jobim e Domenico Modugno com bossa em álbum em duo
Celso Fonseca e Tony Canto enlaçam canções de Tom Jobim e Domenico Modugno com bossa em álbum em duo (Foto: Reprodução)

Celso Fonseca (à direita) com Tony Canto no estúdio em que gravaram o álbum ‘Jobim – Modugno’, agendado para 23 de janeiro Isabela Espíndola / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Antonio Carlos Jobim (25 de janeiro de 1927 – 8 de dezembro de 1994) foi compositor fundamental para a propagação mundial do cancioneiro da bossa nova em rota planetária iniciada com a explosão do gênero nos Estados Unidos a partir de 1962. Domenico Modugno (9 de janeiro de 1928 – 6 de agosto de 1994) foi cantor e compositor importante no universo da canção italiana dos anos 1950 e 1960 que, a partir de 1958, ganhou projeção internacional por conta do estouro da canção “Nel blu dipinto di blu”. Popularmente conhecida como “Volare”, essa canção foi composta Modugno em parceria com Franco Migliacci (1930 – 2023) e apresentada em 1958 na terceira edição do Festival Eurovisão da Canção na voz do próprio Domenico Modugno. A rigor, há pouco ou nada em comum entre as obras de Jobim e Modugno, ambos falecidos em 1994. Contudo, os cantores e violonistas Celso Fonseca (carioca como Jobim) e Tony Canto (italiano como Modugno) enlaçam os cancioneiros dos dois compositores no álbum “Jobim – Modugno”, programado para ser lançado em 23 de janeiro. No disco, formatado no estúdio da gravadora Biscoito Fino no Rio de Janeiro (RJ), os cantores ambientam canções como “Fotografia” (Antonio Carlos Jobim,1959), “Meraviglioso” (Domenico Modugno e Riccardo Pazzaglia, 1968), “Meditação” (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1959), “Dio come ti amo” (Domenico Modugno, 1966), “Wave” (Antonio Carlos Jobim, 1967) e “Amara terra mia” (Domenico Modugno, 1971) em atmosfera de leveza evocativa da bossa nova. Idealizado pelo produtor italiano Max De Tomassi, o álbum “Jobim – Modugno” é antecipado nesta sexta-feira, 9 de janeiro, com a edição do single que apresenta as versões bilíngues de “Garota de Ipanema” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962) e “Nel blu dipinto di blu”. Na gravação de Celso Fonseca e Tony Canto, feita com a Camerata Jovem do Rio de Janeiro, o samba de Tom & Vinicius incorpora versos em italiano da letra escrita por Giorgio Calabrese. Já a música italiana tem parte da versão em português intitulada “Voando”, escrita por Rita Lee (1947 – 2023) e lançada em junho de 2024 como single póstumo da artista. O álbum “Jobim – Modugno” amplia a parceria entre Celso Fonseca e Tony Canto, iniciada no último álbum do artista italiano, “Casa do Canto” (2022), gravado no Rio de Janeiro (RJ) com participação de Celso na faixa “Parlami d’amore Mariu” (Cesare Andrea Bixio e Ennio Neri, 1932), standard da música italiana. E, de certa forma, já se antecipa às comemorações do centenário de Tom Jobim em janeiro de 1927. Capa do single 'Jobim e Modugno', de Celso Fonseca e Tony Canto Divulgação